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Saturday, August 12, 2006
Portugal continua a pintar-se de negro


Fogo bem à porta de casa.

Todo os anos é assim. Chega o verão e os incêndios florestais varrem o que ainda resta de verde (e olha que a maioria é só eucaliptos) do já esquecido interior de Portugal.

A Direcção-Geral dos Recursos Florestais "comemora" que este ano apenas (!)12.425 fogos foram registados até ao primeiro semestre. Lá se vão 14 mil hectares tornados cinza e fumo.

Não há de ser nada, afinal os números indicam que arderam seis vezes menos floresta do que há um ano. E a vizinha Galiza parece estar em situação pior. Salvem o litoral, que o interior fica bem de negro.

 

Posted at 8/12/2006 5:31:28 pm by T R ! P 3 5 !
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Sunday, June 04, 2006
>>> Quinas tem novo João Pinto

A Selecção de Futebol de Portugal já tem o seu novo João Pinto. É o "muleke" Cristiano Ronaldo, o futuro espancador de árbitros.

Sim, porque com a impaciência que só os semi-deuses nutrem pelos mortais demonstrada no jogo amistoso contra Luxemburgo explica tamanha arrogância.

Cristiano Ronaldo impacientou-se com o seu marcador, o capitão da equipe de Luxemburgo, durante uma falta, a ponto de revidar com um empurrão tamanha audácia!

O herói preferido dos adolescentes portugueses corre o risco de transformar-se num mau exemplo para a nova geração, ensinando prepotência e soberba.

Se continuar assim, ainda arrisca-se a ser o novo João Pinto, quiçá esmurrando o árbitro que ousar aplicar-lhe um cartão amarelo, ou até mesmo uma advertência.

Bem diferente do estilo despretensioso e alegre do herói brasileiro, o também jovem Ronaldinho Gaúcho. É que o "nego" sorri mesmo quando a bola escapa-lhe aos pés...

 

Posted at 6/4/2006 2:17:15 am by T R ! P 3 5 !
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Wednesday, July 06, 2005
>>> Ameaça à lusitana

© Marcelo Andrade
 
"Bomba" no Porto.

Tá bem, a explosão na rua de Santa Catarina, há menos de 2 quilômetros da minha casa, no Porto, não foi atentado terrorista. Assim afirma a Polícia Judiciária. Menos mal, Portugal continua esquecido, até do mundo islâmico. O sossego que eu procurava está garantido.
A minha maior ameaça pode apenas vir do vizinho que maneja ilegalmente botijas de gás. E vai à missa aos domingos, ao toque dos sinos que insistem em me acordar às 9 da "madrugada".

Posted at 7/6/2005 1:22:16 am by T R ! P 3 5 !
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>>> Europa perdida

© Marcelo Andrade

Passeata "gay" em Vigo,
na Galícia, Espanha.

Os franceses e holandeses que disseram não à proposta de constituição para a Europa não sabem bem o que querem, mas sabem bem o que não querem! Segundo um articulista do jornal O Público há umas semanas, seria justamente uma Europa globalizada - no mal sentido - que tinham certeza de querer evitar.

Uma Europa complacente com os contratos trabalhistas precários (quando não avessos mesmo ao alcance dos Estados-membro, como é o caso dos milhares imigrantes "sem-papéis") e ao império mercantil norte-americano e ao seu sucessor candidato chinês, queriam evitar.

É verdade que o texto constitucional proposto pelo eixo franco-alemão contemplava nas entrelinhas uma Europa voltada para um mundo guiado pelo "mercado competitivo". Mas não será certamente voltando-se para o próprio umbigo recheado com o espólio das ex-colônias que os europeus "legítimos" garantirão seu futuro.

Quem me dera não tivesse sido tão expoliada a América Latina.

Posted at 7/6/2005 1:18:17 am by T R ! P 3 5 !
Comments (2)  

>>> Fuga das Galinhas

© Marcelo Andrade



Flagrante das galinhas da minha cozinha em fuga, no saguão do aeroporto de Sá Carneiro, no Porto. Devem ter se escondido na bagagem da minha parceira Rê Silveira, de férias rumo à Natal, a terra prometida. Se conhecerem uns galos ali da [rua] Dois de Novembro nunca mais voltam... Volte, Rê! Traga a prole.
 

Posted at 7/6/2005 1:10:45 am by T R ! P 3 5 !
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Wednesday, June 22, 2005
Por uma Linguagem Fotográfica

Já há muitos anos que evoluimos da era da infinita reprodutibilidade da obra cultural (defendida por Benjamim) para o tempo das redes mundiais interligadas electrónicamente de produção desta obra cultural. É cada vez mais difícil imaginar uma qualquer obra cultural que não seja logo à nascença inserida dentro da rede mundial de computadores, se é que não já foi parida para esta “existência”. Não importa o suporte: Escultura, Pintura, Textos, Video, Fotografia em película ou em matriz electrónica. As possibilidades de reprodução desta obra importam menos em sua quantidade e sim em abrangência geográfica, esta conseguida em fracções de segundos através da rede mundial de computadores interligados.


Neste novo paradigma, já não é possível compreender o fazer fotográfico apenas enquanto uma técnica. É extremamente limitativo pensar a Fotografia como um conjunto de procedimentos e instruções que, cumpridos segundo o guião, resultem incontornavelmente numa obra, seja esta com fins culturais (ou ainda artísticos) ou mesmo para registo documental (fotografia forense, fotografia clínica etc.) Diversos pensadores já formularam reflexões e questionamentos sobre o fazer fotográfico. O que é fotografar? O que é a Fotografia? "A Fotografia repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente", angustiava-se Roland Barthes, na sua já célebre obra A Câmara Clara.


A Fotografia é o resultado da ação (o fotografar) de um emissor (o fotógrafo) e que será “lida” por um receptor (quem vê a fotografia). “Lida” encontra-se entre aspas enquanto não justificamos, aqui, que o correcto deveria ser “ler” uma imagem, e não apenas “ver”, “olhar” ou “visualizar”. Estas últimas ações (verbos) apenas expressam parte do processo de “ler” uma imagem. Ora, a Fotografia deixa de comportar um sentido, na ausência de qualquer um destes intervenientes, seja o fotógrafo, o acto/momento escolhido para fotografar, e alguém para visualizar a imagem.


A Fotografia é, por natureza, um ato, um processo, necessariamente carregado de intenção, de contexto. Está muito longe de ser uma ferramenta de registar uma “cena”, sua ancestral finalidade, quando ainda era um suporte para pintores artistas, que utilizavam a Camaras Obscura para facilitar sua atividade. Desde que os processos químicos incorporados ao artefacto permitiram a captação “automática” do cenário, nascia o processo fotográfico, e começava a morrer não a pintura, como foi apregoado por muitos artistas imagéticos, mas sim a ferramenta de suporte aos pintores. A Fotografia que nascia então da Química, e não da Óptica (Física), já carregava consigo todo uma nova sintaxe, na altura ainda não ponderada porque tratou-se, nas suas primeiras décadas, apenas da evolução tecnológica e sua aplicação documental.



Em Língua Portuguesa, Ivan Lima foi o primeiro a propor uma Linguagem Fotográfica. Antes dele, entretanto, muitos haviam identificado essa necessidade da Fotografia em ser redefinida, porque não pode ser apenas um processo técnico.



Posted at 6/22/2005 11:47:23 pm by T R ! P 3 5 !
Comment (1)  

Monday, May 30, 2005
TR!P 35! está de volta!

Ou quase. Aguarde a volta do mais influente blog sobre fotojornalismo errante que meus amigos conhecem. Mais imagens! Mais comentários! Mais controvérsia! Mais regularidade... E, espero, um blog provider mais fiável.
Abraços, Marcelo Andrade.

Posted at 5/30/2005 1:00:11 pm by T R ! P 3 5 !
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